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Teve o seu sucesso reconhecido pelo público quando interpretou ‘Sónia Lobo’ na quinta temporada de ‘Morangos com Açúcar’, mas antes disso já tinha estado em horário nobre como ‘Maria Negrão Pestana’ em ‘Ilha dos Amores’. Das jovens actrizes mais acarinhadas pelo público e com uma gentileza impar, Diana Nicolau integra neste momento o elenco da novela ‘Deixa Que Te Leve’ e como o ‘Novelas Nacionais’ não quis deixar escapar a oportunidade de falar com esta promessa da representação, eis que aqui está ela tal e qual como é. Como foi parar à ficção da TVI? Soltaram-me de pára-quedas e nem dei por isso. Fiz um casting e passei. Em ‘Ilha dos Amores’, uma novela que marcou o panorama de ficção em Portugal, não teve um papel de destaque, mas sente que a sua entrada na série juvenil foi um reconhecimento do que fez em horário nobre? Se na “Ilha dos Amores” me soltaram de pára-quedas, na série “Morangos com Açúcar” nem o pára-quedas de segurança, nem capacete tinha. Foi uma descoberta engraçada, porque descobri mais tarde que fui lá parar não só por ter feito a novela anterior, mas essencialmente pelo trabalho que estava a desenvolver em teatro na altura, a peça “Confissões de Adolescentes”. A personagem “Sónia” estava escrita e precisavam de uma actriz. Alguém viu o espectáculo, e recebi um telefonema inesperado. Como foi passar de um projecto mais adulto e com actores consagrados, para um elenco jovem e com menor experiência na bagagem? Sinceramente, nem consegui processar bem as informações. Recebi o telefonema numa sexta-feira; segunda fui ao estúdio fazer o teste de imagem (que é a alteração de visual, consoante o que personagem requer) e no dia seguinte estava a gravar as 9h da manhã com todas aquelas caras novas que eu não conhecia. Eu era uma estranha para eles, e eles para mim. Curiosamente no elenco, estava uma grande amiga minha, da Escola de Teatro, Joana Ribeiro Santos, e foi uma surpresa para ela ver-me ali a gravar na mesma série. Foi óptimo. Fui obrigada a integrar-me rapidamente, mas isso não foi um problema. Faz parte de mim ser assim. (Ai que frase pirosa!) A Diana teve, e foi-lhe reconhecido o mérito, uma das melhores personagens da série naquele ano. Como construiu a ‘Sónia’ de modo a ter sido das poucas que passou ainda para o início da temporada seguinte? Acho que me ajudou muito o facto de a Sónia ter chegado sozinha ao colégio, sem conhecer ninguém, tal como eu, Diana, cheguei sozinha a um ambiente já habitado e preenchido. Também tive muita sorte com o grupo (maravilhoso!) de actores com quem passei quase um ano. As personagens eram deliciosas, e nós, actores limitávamo-nos a deixá-las viver da melhor forma. A ‘Sónia’ tinha uma personalidade marcante, o que a personagem teve de si? O que existe em comum entre ambas? Acho que já fui um bocadinho como a Sónia, quando tinha aquela idade (16, 17 ou talvez menos). O que “emprestei” meu, à Sónia foi a confiança (e não o excesso, o excesso foi teatralizado!), o lado gozão, a impulsividade, a genuinidade, as emoções claro, o riso constante. Mas todo aquele lado de mazona, rebelde, fora-da-lei, foi só deixar-me levar e ter sempre em mente que o importante era divertir-me e divertir os outros, porque é para o público que se representa, não é? Um dia em que não haja público, não haja espectadores, deixa de haver teatro, não há dramas, não há trabalho para os actores. Tenho sempre isso em mente: fazer viver uma personagem e preencher, divertir, entreter acima de tudo, o público. Como viveu com os seus sentimentos quando disse adeus ao elenco com quem trabalhou durante meses e depois, de repente, e de um momento para o outro, novos rostos estavam a contracenar consigo no espaço que era dos outros? Foi uma despedida prolongada e por isso, mais dolorosa. Porque não houve um dia em que saíssem todos ao mesmo tempo. Isso seria terrível, sim, mas a dor concentrar-se-ia num só dia e sararia num certo espaço de tempo. Mas a despedida foi feita aos poucos. No final da V série saíram muitos e grandes amigos que ainda hoje conservo, mas essa tristeza da despedida foi atenuada porque o nosso grupo dos 5 “rebeldes” manteve-se quase intacto (excepto o Rui Porto Nunes que saiu logo). Não por muito tempo, pois mês após mês ia saindo um atrás do outro. O Sisley foi o primeiro, depois o Luís Simões, a Sara Barradas e por fim eu. Era inacreditável assistir às últimas cenas de cada um, sentia-se uma tensão no ar. A equipa sentia isso, os actores, toda a produção. Afinal de contas, foi um ano de convívio que acabou para todos. Relativamente aos novos actores, foi estranho tê-los num sítio onde era habitual ter outras caras amigas e que de repente foram “substituídos” por tanta gente que eu não conhecia. Mas a mudança faz parte do processo da vida. E a sociedade ensina-nos e obriga-nos a adaptarmo-nos à mudança por mais que nos custe. Balanço positivo. Prova superada. Eheheh Fez amigos para a vida em ‘Morangos com Açúcar’? Para a vida e para a morte, olha q’esta. Sem dúvida. Ainda hoje são pessoas com quem me reúno semanalmente. Antes de integrar o elenco acredito que visse a série, era um objectivo entrar naquele projecto feito com e para os jovens? A resposta standard seria “Não, nunca tinha visto a série e não nunca quis entrar”. Há uma hipocrisia e um desdém quando alguns actores falam nesta série. Eu via, sim, porque de série para série, tinha amigos actores que participavam. E não, não era um objectivo entrar. E não era porque a televisão surgiu inesperadamente e sem me dar tempo de perceber se queria realmente entrar no mundo da ficção televisiva. Ainda com a cabeça no teatro, aceitei, e agora percebo que foi uma escolha acertada, mas na altura foi um caminho às cegas. Quando me foi feito o convite, ainda, pedi, estupidamente, alguns dias para pensar na proposta. Tinha muito medo do estereótipo da série. Depois de ‘Morangos’ segue-se ‘Deixa Que Te Leve’ e mais uma vez a Diana mostrou trabalho. A ‘Francisca Teixeira de Sá’ era o que necessitava depois da rebeldia da ‘Sónia’? Muito obrigada. O que um actor precisa é de alimento, personagens que o façam descobrir coisas novas em si, obrigá-lo a pensar de outra maneira, questionar, observar, sofrer, procurar, perguntar, desesperar, rir. Desde que uma personagem puxe por mim assim, é tudo o que eu preciso. Do horário nobre para a tarde, da tarde novamente para a noite. Trabalhar para diferentes públicos e horários é diferente ou o seu trabalho é levado sempre da mesma forma e pensamento? Claro que sim. Não limpo pior a minha casa só porque naquela semana não vou ter visitas, não é? Trabalho para o público claro, mas também tenho de sentir que a missão foi cumprida todos os dias. Faço sempre o melhor que consigo, apesar de a televisão por vezes nos “robotizar”. Enquanto que, um operador de câmara, um carpinteiro, um pedreiro trabalham com ferramentas, com máquinas; nós, actores, trabalhamos com emoções. E se as máquinas e as ferramentas não funcionam naquele dia, ou se trocam por outras, ou se adia o trabalho. Com os actores isso não acontece, não existe (infelizmente!) um interruptor de emoções. Toda a gestão de emoções, por vezes difícil e quase impossível de gerir, é o trabalho mais difícil do actor. E isso, eu faço sempre com o mesmo empenho, independentemente de para quem o faço. Como recebeu o convite para integrar o elenco de ‘Deixa Que Te Leve’? Foi um telefonema que me acordou. Atendi, voltei a dormir, e quando acordei achava que tinha sonhado e nem liguei. Só passado uns dias é que percebi que não estava a dormir quando atendi o telefone. Passou para este desafio com alguns colegas dos ‘Morangos’, será que não sentiu em si e nos outros o medo de saberem que nem todos iriam conseguir seguir o caminho que era pedido, sendo que alguns ficarão inevitavelmente pelo caminho depois deste projecto? Mas nesta profissão todos estamos sujeitos a isso; a ficar pelo caminho. Nesta e em todas as outras. Um professor que não ensina bem, não pode continuar a exercer. Um cirurgião que deixa um doente pior do que estava, não pode continuar a operar. O actor é a única profissão que não requer um curso, como as outras profissões, certo? Então a exigência, a meu ver, tem de ser elevada. Um actor não pode só cumprir o que lhe é pedido. Tem de cumprir e transbordar trabalho e afogar-se em criatividade. Infelizmente, nem só o talento e trabalho bastam para se avançar enquanto profissional. Há que haver oportunidades, e se essas não nos são dadas, não se pode provar nada. Como analisa a sua ‘Francisca’, agora que as gravações já terminaram? Tive muito medo desta personagem. É bastante mais complicado fazer uma personagem de boa índole, calma, serena, racional, tolerante, que uma vilã. Tive muito cuidado para não deixar a ‘Francisca’ tornar-se sonsa, aborrecida, chata, miudinha, careta, demasiado boazinha e correcta para alguém daquela idade. No início ouvia comentários, por vezes desagradáveis, na rua. Acho que os miúdos gostavam demasiado da ‘Sónia’, para a verem transformada em ‘Francisca’ tão cedo. Adorei a ‘Francisca’, acho que me tornou um bocado mais compreensiva e mais calma com os outros. Às vezes pensava “Será que a Francisca reagiria assim nesta situação?”, e tentava procurar o equilíbrio dela para ultrapassar certos obstáculos na minha vida. (Espero que não pareça conversa de actriz presunçosa. Calem-me senão eu continuo a falar.) Trabalhar num dos produtos de maior audiência da televisão nacional torna-se o maior estímulo para um actor que está nos primeiros anos da sua carreira? Há uma lista de coisas estimulantes que eu quero fazer enquanto actriz nos próximos anos, e televisão é uma delas, e sinto-me feliz por ter cumprido algumas, e estar a caminho das seguintes. E agora, já existem novos desafios agendados para os próximos tempos? Desafios há sempre. Nem que seja tentar arranjar maneira de descobrir como pagar a renda, um curso, etc etc etc, e procurar trabalho. Esse é o meu desafio maior. (risos) Agora a sério, há sim. O maior desafio agendado para os próximos tempos é sair de Portugal e fazer o que já queria ter feito há muito tempo: sair para estudar e conhecer o Mundo. (Mais um tiro em cheio na pirosice!) Estou neste momento a iniciar uma grande (não em distância real), mas uma grande viagem interior. Vou ausentar-me de Lisboa, da minha casa, separar-me da minha família e dos meus amigos, por dois meses. Irei trabalhar numa vila, num projecto artístico. Uma residência artística, longe de tudo e de todos. Despida de "preconceitos", enriquecer o espírito, e crescer enquanto actriz. Em breve, dar-vos-ei mais pormenores. Lançou-se na TVI e a estação não mais a largou, já é um dos rostos com exclusividade com canal? Ou sente que não necessita de tal compromisso para manterem um elo profissional? Gosto da TVI e pretendo continuar a trabalhar em projectos estimulantes, conciliar isso com outros projectos que tenho para a minha vida. Mas isso não depende de mim. Acredito que tudo tem um tempo. E esse tempo é-me impossível de controlar. Em televisão já não parece que lhe tirem o lugar, e o teatro e cinema são desafios que espera que apareçam a médio prazo? Calma, calma, não vamos pôr a carroça à frente dos bois. Nada é garantido, lembram-se? O teatro apareceu, e foi assim que começou esta aventura. Há já algum tempo que não subo ao palco, com muuuuuuuuita pena minha, mas vou fazer por isso. O cinema apareceu inesperadamente no ano passado. Fiz um filme “Corações Partidos”, com vários actores portugueses da minha geração e se tudo correr bem, em breve ouvirão falar dele. Mas não fico por aqui… (risos) Que perfil de personagem ainda gostava de interpretar? E porque? Quero explorar o registo cómico, e o estranho, o anti-natura, o desconcertante. Tudo o que seja atípico e desafiante. Quem era a Diana Nicolau antes de entrar pelo mundo do espectáculo e frequentar o curso de representação na Escola Profissional de Teatro de Cascais? Era uma miúda que trocava tudo pelo clube de teatro da escola, que substituía todos os trabalhos e apresentações orais por peças de teatro, que adaptava todos os textos e arranjava maneira de inserir peças em todas as festas dadas por todas as escolas onde passei. Era uma miúda que quando lhe perguntavam o que queria ser quando fosse grande dizia sempre: “Eu não quero fazer nada, só quero fazer o que faço todos os dias!” Nem eu sabia bem o quê. E agora faço todos os dias, o que quero. E quem é agora? Exactamente a mesma. Mais consciente das dificuldades desta profissão, e por isso mais calculista… e fatalista! Oh não, esta profissão tornou-me numa fatalista! É verdade. Tenho medo, muito medo que isto não dê certo, não resulte, que não consiga dar à minha futura família, o que a minha família e os meus pais me deram a mim. Mas mais que o medo, tenho vontade e força. Representação é um pilar da sua vida e em que áreas a Diana vai apostar mais? Talvez na comunicação social, é uma paixão antiga, mas que aos poucos (quer por pressão social ou por necessidade) vai surgindo cada vez com mais força. O meu maior desgosto é não saber cantar, porque eu adorava ser cantora. Mais que uma cantora de palcos, uma cantora de guitarra ao peito, rabo na areia e animar a malta. Mas enfim, deixo isso para quem sabe. Quando é abordada na rua como reage? Já teve momentos complicados e constrangedores para com as abordagens que lhe fazem? Conte-nos situações curiosas… Tenho muita vergonha da abordagem das pessoas. O facto de ser abordada na rua tem-me tornado cada vez mais tímida com o passar do tempo. E isso é uma característica que desenvolvi, sem querer, por necessidade, ou defesa, se preferirem. Mas tenho saudades do tempo em que a timidez estava longe de ser um apelido meu. Às vezes sinto falta de poder observar quem quer que seja, sem me sentir observada primeiro. Muitas vezes nem ligo, pode ser confundido com má educação, mas a verdade é que sou uma total ‘cabeça-no-ar’, e adoro passear a ouvir música e vou tão concentrada no ritmo, ou nas letras ou em qualquer coisa que nem vejo nada do que se passa à minha volta. Já me aconteceram situações muito curiosas. Quando interpretava a ‘Sónia’ em ‘Morangos com Açúcar’, não podia esquecer que a série era vista por uma faixa etária muito abrangente, e muitas vezes os miúdos começavam cedo de mais, e sem acompanhamento dos pais. Então, eu sentia-me na obrigação de expor uma vertente didáctica, apelar à demagogia, e explicar certas cenas que as crianças comentavam, mas não compreendiam. Dar a entender que só porque as personagens faziam/diziam, não significava que estivesse certo, apesar de não sofrerem nenhuma represália, nem consequência na maior parte das vezes. Às vezes, os pais pediam-me ajuda para explicar certos assuntos, abordados pelas personagens. Lembro-me de uma mãe ter vindo ter comigo na rua e disse-me: "Oh menina tem de me ajudar e explicar ao meu filho que não se pode mudar de signo." E eu não percebia o sentido daquilo. Fui falar com a criança, e ela disse-me: "Vocês lá nos Morangos às vezes dizem que querem deixar de ser virgens, pois eu também quero deixar de ser Escorpião, quero mudar de signo, como é que eu faço isso?" Eu nem queria acreditar, depois de me rir, tentei explicar o que consegui, dentro do que me competia. Mas acredito que iniciei uma conversa que a mãe não conseguia iniciar. Espero tê-los ajudado. E esta "anedota" vai-me ficar na memória muito tempo. Revele-nos algo curioso sobre si que acredita que poucos fãs saberão… Tenho uma irmã 2 anos mais velha que eu e somos muito parecidas. Muitas vezes as pessoas confundem-na comigo. Pedem-lhe autógrafos, sussurram no autocarro, falam com ela na rua. E ela retribui. Até as equipas técnicas das novelas que já fiz, a confundem comigo quando ela me vai visitar ao estúdio. Um dia queriam pô-la a gravar, enquanto eu tinha ido mudar de roupa ao camarim, porque achavam que eu tinha trocado de roupa em 30 segundos. Por isso, se “me” vires duas vezes no mesmo dia por Lisboa, com dois penteados diferentes, e duas roupas diferentes, não, não sou eu que sou esquizofrénica, só tenho uma irmã muito parecida. Ser profissional é… Ser pontual, ser responsável, pensar nos outros e não, saber trabalhar em equipa, com a equipa, Preocupar-se com o seu trabalho, ser crítico. Fazer o que lhe compete, e não só. O talento, a simpatia, a popularidade, não fazem um bom profissional. Um bom profissional trabalha para isso. Um bom actor tem de ter… Disponibilidade emocional. Capacidade de observação. Capacidade de agir e reagir. Sensibilidade. Meisner dizia: "Acting is the ability to live truthfully under imaginary circumstances". Mais que representar, Viver. Um actor tem de ter essa capacidade de viver verdadeiramente sob circunstâncias imaginárias. O que não dispensa na sua vida… A minha família que eu amo, e fez de mim parte do que sou hoje. Os meus amigos, que contribuíram na outra parte. Acting, representar. A música, não vivo sem banda sonora. E aprender… Não consigo deixar de estudar, de aprender, de crescer e de viajar. Deixaria a representação por… Hummm... Por nada!... Talvez por um motivo muito forte... A representação pode virar-me as costas, mas só quando eu lhas virar também é que me preocuparei. (queria ser original, mas não consegui fugir da verdade!). Daqui a dez anos, a Diana Nicolau gostaria de estar a… Beber caipirinhas à beira-mar, num sítio paradisíaco, com a melhor das companhias. Hummm… Talvez daqui a 20 anos! Daqui a 10 talvez a viver noutro país, a planear um filho, e a trabalhar muito. (espero!) Ricardo Trindade
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comentarios
migo, dor de cotovelo é algo muito feio. O melhor remédio é esfregá-lo numa parede de crespo ok? Beijinho.
O 'Novelas Nacionais' nunca teve uma entrevista falsa. Se quiser poderá tentar contactar a Diana para saber se tivemos ou não à conversa com ela. Posso-lhe dizer que já temos mais entrevistas preparadas para as próximas semanas e só quem quer é que não vê a verdade e que o esforço por boas entrevistas aqui acontece porque lutamos por isso, não estamos na sombra à espera que tudo aconteça.
podiam por provas mais concretas como fotos dos entrevistados...Agora fazer montagens com a cara dos entrevistados isso assim fica mais fácil.
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