| Bruno Veloso | |
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Bruno Veloso, um jovem actor, que aos 22 anos, se começa a fazer notar na representação nacional e que a par do pequeno ecrã já sabe o que é pisar os palcos em projectos de sucesso. Ele, que foi o 'Peter Pan' no espectáculo com o mesmo nome e que provou o gosto de ser protagonista num musical que conquistou miúdos e graúdos revelou-se ao Novelas Nacionais e deu para ficar a saber que este novo galã tem o seu "futuro a ser escrito".
Bruno Veloso, um jovem actor que começa a dar cartas junto do público. Como descobriu que a representação era o seu mundo? Desde muito cedo que as artes me chamavam a atenção, mas só descobri mesmo com 16 anos quando vim para Lisboa e comecei a fazer castings. Antes disso o meu sonho era mesmo ser veterinário. Sonhava ser veterinário, mas foi para a representação. Será que um actor não pode ter uma outra profissão? Acredito que gostasse de desempenhar na representação o papel de um veterinário… Um actor deve ter outra profissão porque como estamos sem apoios, nem nada, nem subsídios de desemprego, é muito complicado viver só disto, apesar de pensarem o contrário. Mas quem sabe um dia farei de veterinário... Mas nunca pensei nisso... Até começar a entrar no pequeno ecrã, andou pelos palcos. Como foi parar a um dos musicais que mais deu que falar nos últimos tempos, ‘Hight School Musical’? O erro esta ai muita gente não deve saber, mas muito antes de começar a fazer musicais, já fazia TV, comecei a apresentar um programa da Disney, depois o ‘Diário de Sofia’, ‘PICA’ na RTP, o ‘Bando dos 4’, apresentei concursos de moda na SIC Mulher, fiz cinema, e só depois e que comecei a fazer musicais. Estreei-me no Tivoli com o ‘Peter Pan, o musical’, onde fazia de Peter Pan, a oportunidade de fazer uma grande personagem do ‘High School Musical’ foi-me concedida através do meu desempenho no Peter Pan, e surgiu assim o convite, não tive que passar pelo tão falado casting de milhares de pessoas. Enquanto actor procurou sempre mais, tendo participado na série humorística ‘Maré Alta’. É um registo a que pretende voltar? Nem pensar, por enquanto não faço mesmo questão, ainda estava no inicio e achava piada, agora o meu registo é muito longe disso... Mas nunca digo desta água não beberei... Depende do que surgir, e a altura... Nesse mesmo ano deu vida a ‘Hugo’ na série ‘O Diário de Sofia’, como foi trabalhar num projecto que mereceu os aplausos da crítica e que foi exportado para vários países? Foi interessante, porque eu ainda era novato e foi ai mesmo em que eu me empenhei bastante, e comecei a gostar de representar, e mexer com os meus sentimentos...e sentir-me a começar a apaixonar pelo que fazia, e foi um projecto pouco visto cá, mas na realidade existe em mais de 15 países, e com um sucesso enorme, tive pena que cá não tivesse sido assim também. Mais tarde e já depois de ‘O Bando dos Quatro’, foi um dos rostos de ‘PICA’. Trabalhar num projecto tão singular e com baixo orçamento foi uma experiência enriquecedora e para repetir? Foi bastante interessante porque a personagem era óptima e dava-me imenso gozo de a fazer e viver, era rir a toda a hora, eu nem tinha noção das figuras que fazia, só quando vi imagens é que cai na realidade, mas adorei, e trabalhei com pessoas fantásticas, e o baixo orçamento não se notou nada... Mesmo... Depois de tudo isto, foi o seu mais recente projecto televisivo – ‘Morangos com Açúcar’ – que o levou para junto do público. Como foi estar integrado num elenco tão jovem durante tanto tempo e num projecto com anos em cima? Fui parar aos ‘Morangos’ de pára-quedas, mas adorei a experiência, e a realidade é que tenho 22 anos, não sou propriamente uma criança, e também já estou habituado a lidar com crianças, porque tudo o que fiz até hoje, foi para um público muito jovem, adorei fazer de Cláudio Relvas, e acho o formato ‘Morangos com Açúcar’ sempre diferente, e sempre igual, a adaptação foi normal, conheci pessoas, e trouxe de lá alguns amigos, neste caso amigas! O que aprendeu ao longo da sua estadia na série juvenil? Aprendi, que temos que trabalhar muito, mas muito mesmo para termos o nosso lugar ao sol, e que este meio não é mesmo um mar de rosas, não é para quem quer, é mesmo para quem pode e que está disposto a sofrer também... Mas no fim aprendi que se tivermos bem os pés assentes na terra, vamos parar a bom porto. Muitos acusam os ‘Morangos’ de ser um produto fácil de fazer, o que nos tem a dizer sobre isso? Fácil? Não tem nada de fácil, imaginei, todas as séries têm pessoas novas a entrar, que nunca fizeram nada antes, como é que acham que eles crescem? Aquilo acaba mesmo por ser uma escola de aprendizagem constante, onde se trabalham horas e horas a fio para termos os resultados óptimos de audiências... As criticas são bonitas de se fazerem mas a realidade é a que toda a gente vê. O ‘Cláudio’ não era um vilão, mas também não era uma personagem muito pacífica, como o caracteriza? É simples, era um sedutor nato, e falso simpático... Mais simples do que isto não há. Em televisão tem andado praticamente só em produtos mais virados para o público juvenil. Para quando o salto para uma produção de horário nobre e para o grande público? Sinceramente espero que para breve, e pode ser que 2010 me traga isso, porque realmente é esse o meu grande objectivo, acho que já está mais do que na altura de dar um passo em frente e subir outro degrau. Mas também não tenho pressas. Tudo a seu tempo. Um perfil de personagem que gostava de experimentar fazer e que ainda não surgiu a oportunidade? Gosto muito de personagens conflituosas, ou com bastante mistério... Mas papel de sonho mesmo era... Um dia direi. Será que nos pode revelar por onde pode passar o seu futuro profissional dentro e fora do pequeno ecrã a médio prazo? Como se anda em termos de projectos? O meu futuro ainda está a ser escrito... E mais não digo... Mas por agora estou a protagonizar um musical infantil no teatro Villaret em Lisboa, chamado ‘TIK_A_TAK’, vale a pena ir ver... Diz que o seu futuro ainda está a ser escrito, será que com essa resposta poderemos deduzir que um novo personagem está à sua espera para o início do próximo ano no pequeno ecrã? Acredito que sim, espero que sim e ambiciono muito que sim... Agora resta esperar. Em televisão, neste momento, se diz que nada se inventa, mas que tudo se recria. O que deveria ser aposta mais forte no nosso pequeno ecrã? Acho que vêm ai grandes apostas, como por exemplo as mini-séries, e especificamente a tão esperada série de vampiros. Para quem está agora a começar a entrar no mundo da representação, que conselhos lhes quer deixar? Que só com garra e persistência é que se consegue, não basta só a vontade de... Se querem isto, estudem, há óptimas escolas, como o Conservatório... Estudem e esforcem-se para não serem apenas mais uns. Como artista, o que pensa sobre a actual situação cultural do nosso país? Eu até prefiro nem me prolongar com isso, porque acho que cada vez mais está ridícula, para não dizer outras coisas. As pessoas não vão ao teatro, não se informam, só sei que se isto continua assim não vamos longe. O Bruno é conhecido pelo público, mas fora isso, é um jovem normal. Como são passados os seus tempos livres? Os meus tempos livres são passados no ginásio, na faculdade, com os meus colegas, no cinema, em casa a ler. E principalmente com a minha família. A par da representação, que mundos anda e vai ainda explorar, em termos profissionais? Vou explorar mais a música, já que descobri que canto, neste caso alguém é que descobriu. Vou ver se aprendo mais, já que me deram um dom, vou aproveitá-lo e educá-lo. A representação é um mundo em que se diz que as amizades são difíceis de se fazerem. Tem sentido isso ao longo dos projectos que tem abraçado? Não há muito tempo para amizades, e este meio é cada um por si, não é impossível faze-las, mas não há tempo nem sequer para pensarmos nelas... Mas o que tem de ser acontece sempre. Um sonho por realizar? Em relação profissional, ir para uma novela de horário nobre e pisar o Teatro Nacional. Ricardo Trindade Comente esta entrevista no fórum do site, em... http://novelasnacionais.com/forum/index.php/topic,262.820.html |



