Sara Barradas
Domingo, 06 Dezembro 2009 20:48

 



Iniciou a carreira de actriz com 11 anos e desde aí tem andado activa no pequeno ecrã. Viveu para a ‘Diana’ de “Morangos Com Açúcar”, mas antes passou pela SIC e RTP, e recentemente vestiu a pele da madeirense ‘Maria Inês’. Sonha estrear-se no teatro, já aventurou-se no cinema e a televisão é a sua casa. Ela chama-se Sara Barradas e o Portal Novelas Nacionais esteve “À Conversa com…” este jovem talento.


Sempre quiseste ser actriz?
Sim, sempre quis ser actriz. Desde os 5 anos, sensivelmente.

Entraste aos 11 anos na novela "Amanhecer". Como foi assumir uma responsabilidade tão grande sendo ainda uma criança?
Não foi difícil assumir essa responsabilidade, visto ser o meu sonho. Tive algumas dificuldades, que são normais. Mas eu sempre fui uma criança responsável, mesmo antes de entrar no Amanhecer, e por isso foi mais fácil gerir certas coisas.

Como foi contracenar com a Fernanda Serrano aos 11 anos? Ela era uma referência para ti?
Claro que era, e continua a ser! Foi fantástico. A Fernanda é uma óptima actriz, muito profissional, cheia de força, luz e boa disposição. Foi um prazer diário durante quase um ano.

Depois de "Amanhecer" participaste em "Queridas Feras" e em séries de comédia da SIC. Qual foi a sensação de ver a tua carreira a nascer e crescer?
Foi uma enorme sensação de felicidade contínua. Quando terminei as gravações do Amanhecer fiquei um pouco assustada e triste, pois pensava que não ia ter mais trabalho e que não tinham gostado muito de mim. Entretanto, provou-se o contrário ou não estaria a trabalhar até hoje. E estou muito grata a todas as pessoas que têm vindo a acreditar no meu talento.

Guardas boas recordações da tua personagem de "Fala-me de Amor"?
Sim! Muito boas recordações. Para além de ter voltado a trabalhar directamente com o Joaquim Horta, tive a grande oportunidade de conhecer e trabalhar intensamente com a São José Correia, que diga-se de passagem, só por si já é gratificante. A personagem Rita foi a minha primeira rebelde e a São e o Joaquim ajudaram-me imenso a construí-la e torná-la possível. Não só eles como os realizadores e directores de actores. Mas guardo muitos momentos de diversão, companheirismo, bondade, entreajuda e muita contracena.

Há aproximadamente três anos atrás, foste para a RTP onde interpretaste ‘Rita Teixeira’ em "A Minha Família". Como encaraste este projecto, que era uma adaptação de uma das séries mais bem sucedidas mundialmente?
Bem, o facto de ser uma série já existente e interpretada por grandes actores lá fora deu-nos um pouco mais de força, empenho, e responsabilidade. Foi muito divertido trabalhar com o Fernando Luís, ele é uma excelente pessoa. Tal como a Rosa, o Carloto e o Tiago. A equipa ficou também no meu coração, e fui muito bem tratada. Divertimo-nos imenso, empenhamo-nos imenso. É um tipo de humor que nunca tinha experimentado e acrescentou-me ainda mais bagagem. Foi uma experiência excelente.

Nos "Morangos Com Açúcar" tiveste uma personagem muito forte que foi mudando de atitude ao longo da série. A Diana ajudou-te a crescer enquanto pessoa?
A Diana ajudou-me a acompanhar de perto certos problemas, dos quais eu não estava muito a par. Ajudou-me tanto quanto não me ajudou. Ajudou-me muito enquanto actriz, pela 1ª vez tive tempo para explorar uma personagem ao máximo, talvez por ter estado lá durante algum tempo. Mas vivi a personagem tão intensamente, que por vezes era complicado "despi-la" quando terminava o dia, e é neste ponto que era difícil. O projecto “Morangos com Açúcar” também é um pouco mais intenso do que o normal. E dia após dia vivi a Diana, intensamente a Diana e quase só a Diana, durante um ano e dois meses. Mas, foi tão, tão gratificante. Valeu tanto a pena, que repetia tudo outra vez. Sim, posso dizer que de algum modo, a Diana me ajudou a "crescer" e a estar preparada para certos infortúnios da vida, e saber ultrapassá-los de maneira diferente, com mais força.
 
A Diana engravidou aos 16 anos. O que pensas da gravidez na adolescência?

Penso que actualmente não há razões para existirem gravidezes na adolescência. Há muito mais informação do que há 30 anos atrás, e agora só engravida quem "quer". Já quase não há gravidezes ingénuas. Há, mas não por falta de conhecimento dos jovens. Sempre ouvi: "Quem anda à chuva, molha-se". E os jovens, hoje em dia, têm muito mais facilidade em conseguir métodos contraceptivos, logo não há necessidade de correr riscos. E acima de tudo, por causa das doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, quando acontece, não se deve pensar que é o fim do mundo (como a Diana pensou), há muitas soluções, para todos os tipos de opiniões. Ter ou não ter, eis a questão, que fica a cargo de cada um. Ainda assim, engravidar, ter um filho, é algo que para mim é uma dádiva espectacular. É o processo mais maravilhoso que um ser humano tem o prazer de conhecer.

Sempre te vimos com caracóis e de repente apareces em "Flor do Mar" com o cabelo liso. Custou-te mudar o visual?
Custou muito! Na altura estava muito empolgada e até sugeri, mas depois de me ver dia após dia com cada vez menos caracóis, fiquei um bocadinho triste. Mas são os ossos do ofício, e teve de ser. Já precisava de uma mudança grande, principalmente porque não tive tempo de intervalo entre os Morangos e a Flor do Mar e o público associava-me muito aquela imagem selvagem e rebelde (tudo o que a Maria Inês não era). A solução foi tirar os caracóis. Hoje, ainda estou a fazer com que eles voltem.

Como foi gravar "Flor do Mar"? Foi uma boa experiência?
Sim, claro. Equipa nova, colegas novos, grandes talentos. Tirando a Filomena, a Maria Inês foi a primeira "boazinha", ingénua e crédula. Pensando bem... No início da telenovela a Maria Inês era capaz de ser mais ingénua e inocente do que a Filomena de 11 anos. Foi diferente, para quebrar por completo a personagem anterior.

A Ilha da Madeira foi pano de fundo para "Flor do Mar". Havia um ambiente muito atarefado, com as viagens Funchal-Lisboa? Como decorriam?
Sim, para nós actores era mais cansativo do que para a equipa técnica. Tínhamos uma equipa sempre na Madeira, que só vinha a Lisboa de 15 em 15 dias. E outra equipa sempre em Lisboa. Como os actores não se podem dividir ao meio, fazíamos mais do que uma viagem por semana entre a Madeira e Lisboa. Era atarefado sim, mas na minha opinião compensava sempre que chegava lá e me deparava com aquelas paisagens fabulosas. Por vezes, gravava durante o dia em estúdio e ao fim do dia partia para a Madeira para gravar lá no dia seguinte. Mas era muito bom chegar lá á noite e descansar, respirar aquele ar puro e renovar as energias para os dias de trabalho que se avizinhavam.

Enquanto gravaste na Madeira, qual foi o momento mais marcante?
Adorei a Festa da Flor! Lindo, lindo! Ainda bem que a Maria Inês fez parte do desfile, para eu poder ter ido com ela (risos). É uma festa maravilhosa, à qual assistem centenas e centenas de pessoas de todo o mundo. Uma vez por ano, e melhor do que o Ano Novo.

Qual foi a cena que mais te custou a fazer numa novela?
Não sei se foi bem a que mais me custou, mas foi, sem dúvida, a mais marcante: o parto da Diana.

Do ponto de vista de um actor, achas mais desafiante representar uma heroína ou uma vilã?
Na minha experiência pessoal e profissional, e tendo já tido um pequeno gostinho das duas, entre a heroína e a vilã é mais desafiante representar a vilã, e penso que a maioria dos meus colegas concorda comigo.

Ambicionas representar alguma personagem e que ainda não tenhas tido essa oportunidade?
Tantas! Ainda tenho tanto para aprender, tanto para fazer. Estou no início da minha carreira de actriz. Particularmente, acho aliciante uma personagem lésbica, ou uma personagem doente, uma louca e bipolar, uma alcoólica, uma drogada, entre muitas outras já exploradas e por explorar.

Qual a personagem em teatro mais marcante na tua carreira de actriz?
Nunca fiz teatro, infelizmente. Continuo á espera que chegue o momento certo, a proposta ideal, e o esperado convite.

Então para quando o teatro?
Bem o teatro surgirá quando estiver mais madura, profissionalmente. Exige ainda mais responsabilidade, talento e sabedoria. Se por um lado anseio esse dia como ninguém, por outro "morro" de medo que ele chegue! Mas, como é natural, o teatro é uma vertente da representação um pouco mais fechada, mais difícil de alcançar do que a televisão, digamos. De qualquer forma, tenho esperança que não demore muito mais tempo até chegar a minha primeira experiência. Pois, chegará.

E cinema, já fizeste?
Cinema já fiz, o Coisa Ruim. Foi muito aliciante e marcante. Adorarei repetir. Tenho de continuar a provar que estou á altura, e pode ser que volte a surgir.

Costumas ver-te na televisão? Gostas do que vês?
Sim, costumo ver todos os trabalhos que faço. Às vezes gosto mais, outras menos.

Achas que a formação é importante para um actor?
Claro, claro que sim. Por mais talento que um actor tenha, necessita de bases, de alicerces, de história, de cultura, de se por à prova, conhecer os seus limites, etc. E a formação profissional serve para isso mesmo. Um actor se não estudar, mais tarde ou mais cedo, estagna no talento e não evolui muito mais. Portanto acho que é importante, não obrigatório. Formação essa, feita mais cedo ou mais tarde na carreira, é preciso é ir-se fazendo. Do resto a experiência encarrega-se.

Pensas que o talento é algo inato ou que pode ser adquirido ao longo do tempo?
Eu penso que o talento, seja para o que for, nunca é 100% inato. O que acontece é que há certos códigos genéticos que nos são passados pelos nossos progenitores. Códigos esses com grande potencial a ser ou não desenvolvido mais tarde. Há quem consiga decifrar e descobrir o seu verdadeiro talento/vocação e/ou paixão, e há quem não consiga. Há quem o descubra mais tarde, e há quem o descubra mais cedo (que é o meu caso).

Se não fosses actriz, gostavas de ser o quê?
Psicóloga Criminal.

Quem foi, quem é e quem será a Sara Barradas?
A Sara Barradas foi uma criança ingénua, doce, responsável e sonhadora. É uma jovem mulher cheia de força, vontade de viver e ser feliz, ainda mais sonhadora, responsável e lutadora, continuando com uma criança dentro de si. O que será, só o tempo o dirá.


RESPOSTA RÁPIDA
A pessoa que mais odeias no mundo...
Não odeio ninguém.

E aquela que mais amas...
A minha mãe e a minha irmã.

O teu sonho...
Sentir-me realizadíssima a nível pessoal, profissional e intelectual.

O teu maior medo...
A morte de familiares próximos.

A tua perdição...
Chocolate.

Andreia Rocha e Emanuel Caires


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Actualizado em Domingo, 06 Dezembro 2009 21:02
 

comentarios  

 
0 #3 suissa sofia 2010-02-26 16:18
ola sara barradas eu adorote e adorei as tuas personagens nas novela es uma exelente actriz e espero nao saires da camara!!!eu sou uma fa muitooo grande tua !!e adoreite ver nas camaras espero que continues assim!! adoro-te
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0 #2 MAFALDA_H 2010-02-13 16:27

oi sou uma grande fã tua sara barradas tenho pena ke saisses dos mca :cry:

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0 #1 MAFALDA_H 2010-02-13 16:26
oi sou uma grande fã tua sara barradas tenho pena ke saisses dos mca :cry: :cry: :cry:

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