(Re)conciliação de horários
Quarta, 03 Setembro 2008 13:16

Hoje vou falar de um dos casalinhos mais badalados do momento: Rita Pereira e Angélico Vieira. Ainda há pouco tempo nos vimos submergidos pela Imprensa, com notícias do fatídico final de uma relação de quatro anos – o que, na realidade, nunca aconteceu. O maior problema do casal é a incompatibilidade de horários e a sobrecarga de trabalho; visto que, apesar de trabalharem na mesma novela, eles representam em núcleos distintos e Rita, sendo a protagonista, grava muito mais.      Remetamo-nos agora ao início do romance. Tudo começou na 2ª série de Morangos com Açúcar, onde ambos trabalharam; pelo que consta o namoro surgiu em Dezembro, mas apenas o confirmaram algum tempo após o final da sua participação na novela. Isto é compreensível pois, evitando o mediatismo do sua relação; que, no entanto, ainda chegou a ofuscar o próprio desempenho. Contudo, seguiram o seu rumo, e muitas vezes Rita fez esforços para conseguir assistir aos concertos do namorado.
 O romance sempre foi falado, mas nunca como desde o início de “Feitiço de Amor”. Quatro anos volvidos desde o começo da paixão, há algumas semanas saíram notícias que davam conta do culminar do relacionamento – especulando até que Rita tinha posto Angélico na rua… Além das fotos que foram tiradas no final de uma sessão de autógrafos em conjunto, em que saíram em carros diferentes; quanto a estas, já veio Rita afirmar que tiraram diversas fotos juntos, mas que apenas aquelas foram publicadas. È perfeitamente compreensível, sendo que apenas essas vendem – pois uma zanga “vale” mais do que um simples beijo trocado.
 No entanto, visto que a “separação” já vendeu, agora é guerra da Imprensa é pelas fotos do casal em sintonia, apaixonados e cúmplices. Sim, isto porque na diferença é que está o ganho! Após este fim-de-semana terem estado juntos no Norte, numa apresentação oficial da agência de ambos, e num convívio entre amigos e familiares, partilhando o mesmo quarto de hotel – as “revistas cor-de-rosa” encontraram um novo foco mediático. E, ironicamente, depois de gastarem tinta a divulgar a suposta separação, “desculpam-se” publicitando a união que permanece forte (e ainda ganhando dinheiro à custa disso).
 Tudo isto tem uma conclusão que facilmente se aplica a diversos casos super-populares que se tornaram constantes no nosso quotidiano. Ou seja, para a Imprensa, onde há um simples fumo, há um incêndio de grandes proporções – isto é, todos os boatos ou especulações servem para arranjar capas todas as semanas – os meios não importam, apenas se preocupam com os fins para que os usam. Acredito que isto possa parecer algo exagerado, mas se olharmos à nossa volta, em tudo na nossa realidade se abusa da privacidade, dos boatos, da imagem, etc.
 Terminado o tema desta semana, constatemos então que nem tudo o que lemos tem um fundo de verdade – a fama tem vários preços, e a divulgação de todas as notícias, criadas ou reais, é um deles. Esperemos só que apesar de todos os stresses, desencontro de horários, tempos afastados ou trabalho em que não possam estar em permanente contacto, a relação sobreviva – sendo que tem pernas para continuar a andar. E, tal com Rita diz, não é preciso trocarem constantemente carinhos em público para mostrar que o amor continua.

Sara Quelhas

 

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