O homem por detrás do actor
Quarta, 27 Agosto 2008 12:15
Hoje vou debruçar-me sobre uma entrevista que a TV7dias fez ao actor António Pedro Cerdeira; e que me levou a observar as suas atitudes e tudo o que surgiu à sua volta de outra forma. Não vou dizer que ganhei uma enorme admiração por ele, mas sim que o meu respeito por ele aumentou (e muito) – pois independentemente do “enorme” actor que é, provou também que soube crescer enquanto pessoa.

            Na minha filosofia de vida – e sabendo que a perfeição não existe – aprendi a valorizar quem tem coragem de admitir os seus erros, apesar de saber que poderá estar a pôr em causa a imagem que as outras pessoas têm de si. Contudo, para que possam entender a minha opinião, vou comentar alguns dos aspectos que ele referiu ao longo de quatro páginas, revestidas de “pérolas” para a imprensa.           

            Irreverente por natureza, no início do seu percurso laboral teve muitos casos fugazes e comportamentos irresponsáveis: relacionamentos de uma noite, consumo de drogas leves e álcool, traição no seu primeiro namoro a sério, noites sem dormir que lhe prejudicavam o trabalho na manhã seguinte – tudo isto mudou há oito anos. No entanto, apesar de no seu atribulado início de carreira não saber gerir a sua vida profissional, nem conjugá-la com a pessoal, acabando por cometer grandes falhanços; aprendeu a dar valor ao que o rodeava quando se estreou como director de actores em Jardins Proibidos – a partir daí foi sucesso atrás de sucesso (ex. Olhos de Água, Ninguém como Tu).          

          Desta primeira fase da sua vida, em que relata os seus erros, passo a ver nele um lado mais humano, frágil e rebelde como tantos outros. Aprendo também eu a olhá-lo não só como o grande actor que é, mas sim como a pessoa que está por detrás – e que tem direito a errar e redimir-se como todos nós. Claro que o passado não se apaga, mas o que se seguiu à “tempestade”, fez dele um melhor actor e, por conseguinte, uma melhor pessoa. Podemos não gostar dele, nem do seu trabalho, mas tem de se valorizar quem admite as suas fraquezas, os seus enganos nesta vida.       

    Como seria de esperar, também se falou (e muito) de romance. Falou das mães dos seus primeiros filhos, de Maria João Bastos e, inevitavelmente, de Daniela Ruah. É de denotar a paixão que, segundo a revista, os seus olhos transparecem quando se fala dela – segundo ele evitou sair durante uns dias, para não ser “apanhado” com ninguém a quem a imprensa pudesse atribuir o papel de namorada. Diz que não houve terceiras pessoas – como se falou de Joana Duarte – e que a distância foi mais forte.        

      Não posso deixar de concordar com ele quando diz que, como Joana estava na Austrália na altura em que o suposto romance foi divulgado – e, sendo que não tinha conseguido manter uma relação com alguém que estava em Nova Iorque, como o faria com outra que estava mais longe?! Apesar de tudo isto, e boatos ou verdades à parte, a verdade é que o seu romance com Daniela foi dos mais mediatizados nos últimos tempos.           

    Apelidou de “ridículo” os romances que lhe atribuíram com Maria João Luís, Maria João Abreu e Sofia Ribeiro – e mostrou-se indignado com o facto de a imprensa cor-de-rosa o proclamar com D. Juan ou rei do Algarve. No meu ponto de vista, e estando habituada às “mentiras cor-de-rosa”, duvido que ele, depois de um falhanço com alguém do mesmo meio laboral que ele, foi cometer o mesmo “erro”. Além de que, julgo que ele foi sobrevalorizado esta estação pois, ao mínimo acto de carinho, era capa de revista…           

    Só uma coisa não “entra”. Isto porque, se ele se diz tão abalado com o final da relação com Daniela, encontrou rapidamente quem o fizesse esquecê-la! A sua nova namorada é a relações públicas Bárbara Taborda (que eu, sinceramente, nem conhecia) e o namoro dura há cerca de um mês. Estão em fase de descoberta mas já entraram em várias revistas à custa disso. Para quem anteriormente estava irremediavelmente apaixonado, encontrou rapidamente “morfina” para lhe atenuar o sofrimento.                           

    Para concluir, julgo que a vida seguiu o seu rumo e tratou de dar uma segunda oportunidade ao actor que, sendo humano tal como nós, sem dúvida a mereceu. Quanto ao futuro incerto que se avizinha, só espero que ele tenha tanto sucesso na vida profissional como na pessoal. Achei importante comentar este tema pois, embora sejamos muitas vezes confrontados com as figuras mediáticas, raramente temos a oportunidade de as conhecer enquanto pessoas que são.

Sara Quelhas

 

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