Sonho por encomenda
Quarta, 30 Julho 2008 00:02

Cabine IndiscretaPor muito alarido que se faça, não é de estranhar que, mais uma vez, José Castelo Branco esteja nas bocas do mundo, visto que ele próprio admite fazer por isso. Foi com alguma surpresa que há já algum tempo li numa revista que ele se preparava para lançar o seu primeiro CD, e houve uma frase dele que captou a minha atenção: “para obter o melhor negócio, sou pior do que as prostitutas” – referindo-se à escolha da editora que iria produzir o seu álbum. Não querendo esquecer o “seu público português”, o seu principal objectivo sempre foi conseguir ter sucesso além fronteiras.

Agora que já teve a sua apresentação, correm na crítica opiniões acerca da música do “conde”. Confesso que não ouvi o seu single, mas tantos elogios deixam-me surpreendida; até Cláudio Ramos, que admite publicamente não gostar do novo cantor, diz gostar da sua performance – assim como outros. No entanto, houve alguma falta de oportunidade por parte de Castelo Branco, visto que a localização por si escolhida não foi a melhor; sendo que grande parte do círculo mediático português se encontra a gozar férias no Algarve.

José Castelo BrancoContudo, independentemente do sucesso (ou não) do seu CD a minha opinião pessoal, que se vai construindo aos poucos, não irá mudar. Todos temos sonhos, lutamos por eles, vivemos a nossa vida a acreditar neles e a desejar torná-los realidade. Mas não se enganem, pois José Castelo Branco não é apenas mais um! Acreditem ou não, o dinheiro move muitos mundos e abre muitas portas. Ele pode ter talento, mas sorte não lhe faltou; modelou as suas próprias oportunidades, construiu a sua carreira. Decidiu que tinha este sonho e pouco tempo depois fez dele a sua vida, enquanto que muitos perdem a sua vida a lutar por eles, sem nunca os conseguirem concretizar.

Agora resta-nos esperar pela sua música e saber quanto realmente vale. Mais uma vez, o “conde” dá que falar e causa impacto. No entanto, cuidado com toda esta subida mediática; porque quanto mais alto se sobe, maior é a queda… Não querendo insinuar ou impor o que quer que seja, deixo apenas mais uma dúvida: “Quanto custa um sonho?”, não só o valor monetário, mas também todo o esforço e dedicação que implica – estará ele disposto a tudo isto?

Boa sorte para José Castelo Branco, e em breve mais saberemos dele, à “boa maneira” a que ele desde há muito nos habituou…

Sara Quelhas

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